Educação
Dicas antes de encarar o Enem
Neste e no próximo domingo, 16,5 mil pessoas em Pelotas farão as provas
Gabriel Huth -
Neste domingo e no próximo, dia 12, 16,5 mil inscritos em Pelotas farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, que no Estado serão aplicadas para 294.591 candidatos (Porto Alegre tem 41.479). O número representa 4,3% do total de 6.731.203 inscritos em todo o país. Os testes serão executados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o número de participantes este ano está 29,7% menor. A queda no total de inscrições é avaliada como consequência do Enem ter deixado de certificar o Ensino Médio, tarefa que voltou ao Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).
Os dias que antecedem as provas são de nervosismo e insônia, relata a candidata Caroline Carvalho, 21. Ela quer Medicina e no ano passado entrou para Odontologia, mas como não é o curso desejado, fez preparatório pelo segundo ano. Conta que tem dias que acorda acreditando que vai dar tudo certo, mas olha a concorrência e volta a ficar insegura. "Acho às vezes que estou estudando pouco, que está faltando conteúdo, mas tenho de pensar que vai dar tudo certo. Não se pode pensar pelo lado negativo", comenta.
Professor de Biologia e coordenador do curso Teorema, Roberto Vieira ressalta que o momento é de revisão e de trabalhar o psicológico dos alunos, dando aquele incentivo final e apoio emocional para estimular a autoconfiança. Observa que é uma maratona com 180 questões e a preparação física e mental é essencial. Costuma dizer aos alunos que o Enem, de certa forma, tem provas previsíveis em termos de conteúdos programáticos e o momento é de tentar manter a tranquilidade, procurar receber o carinho dos mais próximos e ir para a prova com toda segurança possível. "Se errarem só o que não souberem, eles entram. Terão uma ótima pontuação", afirma.
De acordo com o professor e coordenador pedagógico do Veiga, Mauro Veiga, os últimos dias são para revisar conteúdos em que os estudantes não estão bem seguros e tentar focar no que tem mais incidência nas provas. É importante, contudo, que os alunos se projetem fazendo as provas. Segundo Veiga, é uma maneira de controlar o tempo e a estratégia de resolução das questões e por qual disciplina começar. É uma escolha muito individual e depende de cada aluno, enfatiza. Uns preferem iniciar pela matéria que são mais fortes, outros pela que têm mais dificuldade. "É muito pessoal", salienta, ao acrescentar que o curso fez seis simulados ao longo do ano para testar as estratégias.
Dormir mais cedo
O mais importante nesses últimos dias de ansiedade é evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, acentua o diretor do Fera, professor Hugo Marques. A recomendação dele aos candidatos é de que procurem deitar mais cedo e façam uma revisão tranquila até sexta-feira somente. A véspera de realização das provas deve ser longe dos cadernos. Para o dia da prova, o conselho que dá é de atenção na marcação das questões. Muitas vezes os candidatos marcam com um "x" pequeno e na hora de passar para a grade, erram. Observa que a ansiedade prejudica, mas que ninguém deve usar remédio para combatê-la. Mais uma dica: devem chegar antes da abertura dos portões e deixar tudo o que precisam levar pronto no dia anterior. Nas provas, devem começar pelas questões mais fáceis.
O professor de Geografia do Michigan, Michelangelo Barcelos, salienta que o curso não se coloca no mercado como um pré-vestibular, mas como um pré-Enem. "Nosso diferencial é que ensinamos os alunos a fazer a prova do Enem", fala. Conforme ele, a coerência das respostas é o que vale no Enem e o segredo é resolver as questões mais fáceis, porque aí reside a probabilidade em acertar o maior número delas e algumas das mais difíceis. Dessa forma a nota é impulsionada. Todas as fáceis têm uma característica comum: iniciam com "Observa" e "Analisa". A dica é deixar as questões difíceis para depois. E o tema mais recorrente em Geografia é espaço agrário, conteúdo para o qual alerta os alunos a se aprofundarem.
Os números no Estado
No Rio Grande do Sul, 39,7% dos participantes são pagantes, 37,8% foram isentos do pagamento da taxa de inscrição em função da lei ou do decreto e 22,5% obtiveram a gratuidade automática por estarem concluindo o Ensino Médio na rede pública em 2017.
Em relação à situação de ensino, 65,1% já concluíram o Ensino Médio, 27,1% são concluintes este ano e 5,9% concluirão após 2017. Do total de participantes no Estado, 58,9% são mulheres e 41,1%, homens. Foram aprovados 1.660 atendimentos especializados no Rio Grande do Sul e a maioria dos casos é de deficiência física, déficit de atenção e baixa visão.
Serão usados 2.884 recursos de acessibilidade, sendo 92 videoprovas traduzidas em Libras, novidade desta edição. Também serão 621 atendimentos específicos, 44,6% deles para Outra Condição Específica, atrelada à comprovação de um problema de saúde por meio do CID. O Estado teve 12 solicitações aprovadas para atendimento pelo nome social, sendo quatro da capital.
Participantes por município da região
Arroio Grande - 652
Canguçu - 1.391
Capão do Leão - 853
Pelotas - 16,5 mil
Piratini - 591
Rio Grande - 11.454
São Lourenço do Sul - 1.427
São José do Norte - 721
Santa Vitória do Palmar - 1.074
Participantes por faixa etária no RS
Menor que 16 - 2.115
Igual a 16 - 14.317
Igual a 17 - 45.708
Igual a 18 - 42.496
Igual a 19 - 29.209
Igual a 20 - 23.319
De 21 a 30 - 94.362
De 31 a 59 - 42.401
Maior ou igual a 60 - 664
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